A casa de terra ensacada pode ser construída em qualquer região, pois independe do tipo de solo. "A terra pode ser da terraplanagem do local onde será executada a obra", diz o extensionista, que aconselha separar a camada superficial para usar no jardim e o subsolo para construir.
As paredes são erguidas rapidamente por uma equipe de pelo menos cinco pessoas, que devem ser assessoradas por alguém experiente nessas construções. "O uso de materiais naturais e não tóxicos permite que qualquer pessoa participe da obra, em mutirão, inclusive os futuros moradores", diz Élcio.
Reciclável e segura
As construções exigem pouco investimento em material de suporte, como madeira, não utilizam ferro e, no máximo, 10% de cimento. "Para prepará-las, necessita-se apenas de 1% a 2% da energia despendida com uma construção similar em concreto armado ou tijolo cozido", acrescenta.
As paredes de terra também oferecem conforto térmico e acústico. Por serem mais largas que as convencionais, elas isolam melhor o som e retardam a entrada de calor no verão e a perda de calor no inverno. A segurança é outro ponto forte: a construção resiste a terremotos, vendavais e fogo.
Da guerra para o lar
A técnica de hiperadobe foi criada pelo arquiteto iraniano Nader Khalili, que buscava uma solução para abrigar refugiados de guerra e de desastres naturais. O método se popularizou na década de 1980, quando ganhou um concurso da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana), que procurava a técnica mais apropriada para construir uma base na Lua.
Hoje, as casas de terra ensacada estão espalhadas pelo mundo e são encontradas em vários estados brasileiros. A tecnologia foi introduzida no País pelo Ecocentro IPEC - Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado. Em Santa Catarina, há construções em hiperadobe em municípios como Descanso, Seara, Coronel Martins, Coronel Freitas, Paial, Arabutã, Pinhalzinho, Araquari, Camboriú, Florianópolis, Jaguaruna e Frei Rogério.
Para mais informações, entre em contato com o extensionista Élcio Pedrão pelo e-mail elcio@epagri.sc.gov.br.
Para saber mais
Mais detalhes desta técnica estão disponíveis na revista Agropecuária Catarinense vol. 25, n° 3. Clique aqui para baixar a edição (arquivo PDF).
FONTE
Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina
Cinthia Andruchak Freitas - Jornalista
Telefone: (48) 3665-5000
Links referenciados
Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarinawww.epagri.sc.gov.br
Revista Agropecuária Catarinense
www.epagri.sc.gov.br/files/RAC86_Nov2012
elcio@epagri.sc.gov.br
elcio@epagri.sc.gov.br
Ecocentro Ipec
www.ecocentro.org
Clique aqui
www.epagri.sc.gov.br/files/RAC86_Nov2012
Nasa
www.nasa.gov
http://www.agrosoft.org.br/agropag/223953.htm?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+agrosoft+%28Jornal+Agrosoft%29
Nenhum comentário:
Postar um comentário